
As sessões de terapia deverão ser iniciadas após os encontros dedicados à (às) entrevista(s) e à anamnese. Lembrando que estes encontros iniciais devem serem feitos com muita escuta das queixas e dos relatos do (a) paciente. Ele (a) deve se expressar livremente. O terapeuta deve fazer somente as anotações necessárias. Este deve se mostrar muito atento ao que o (a) paciente diz.
Após conhecer um pouco sobre o (a) paciente e suas queixas, inicia-se as sessões de terapia.
Passos:
- Cumprimenta-se o (a) paciente.
- Pergunta-se como foi o último encontro (isso a partir do segundo encontro de sessão de terapia). Pergunta-se também sobre as metas estabelecidas nos encontros anteriores.
- Pergunta como ele (a) está.
- Escuta-se o (a) paciente com atenção as suas palavras, gestos, feições. As perguntas norteadoras devem estarem na mente do terapeuta neste momento e, se necessário, o terapeuta poderá fazer pequenas de intervenções com objetivo de obter as respostas.
- Depois de 15 a 25 minutos de escuta, faz-se as perguntas mestras. As perguntas norteadoras devem continuar na mente do terapeuta e também podem ser feitas perguntas com objetivo de respondê-las.
- Escuta-se as respostas.
- Dá-se as devolutivas das observações feitas do que o (a) paciente disse, em um tom de diálogo e acolhimento.
- Faz-se, junto com o (a) paciente, para finalizar a sessão, um resumo da sessão daquele dia e, em seguida, são propostas metas.
É necessário a atenção do terapeuta para a utilização de uma linguagem que seja acessível para o paciente, isso para evitar falhas na comunicação.
É importante identificar os pontos de estagnação na vida do paciente e trabalhá-los com objetivo de resolução do conflito, mas nem sempre isso se resolve em uma sessão ou em poucas sessões, mas pode durar mais tempo. Mas temos que ter o tempo como um instrumento que está a nosso favor e temos que dizer isso para o paciente, para que a ansiedade não venha a atrapalhar o tratamento. Os momentos de devolutiva da sessão é um ótimo espaço para falar sobre esses pontos, mas sem a presunção de resolver tudo de uma vez, como um toque de mágica, pois, muitas vezes, a devolutiva deve ser também o momento em que se conduz o (a) paciente a um insight. E o tempo para que esse insight aconteça dependerá do (a) paciente, além da criatividade do terapeuta.
Também é importante esclarecer para o paciente que sua colaboração ativa é muito importante para o sucesso da terapia.
O terapeuta deve sempre demonstrar segurança e empatia, para conquistar a confiança do (a) paciente. Mas não deve esquecer que sua missão é de ajudar o (a) paciente e não se tornar um codependente da dificuldade do (a) paciente.
Por: Edson Carlos de Sena – psicanalista